Ócio depois do doutorado: todo mundo precisa nem todo mundo pode!

Dia desses completei uma semana sendo DOUTORA!

Por esses dias estava observando como que a vida é boa sem fazer tese. ‘Vazio de tese’? Que nada! Estou amando isso de não fazer tese. Vejo todos os filmes que quero e vários ‘eteceteras’ a mais…

O que todo mundo mais pede depois do doutorado é um período de ócio! E nada de ócio criativo não! É ócio mesmo daqueles de ficar olhando pro nada e babando.

Depois de tanta labuta o que preciso mesmo é ficar contemplando o infinito e além..

Eu vou mesmo é tirar uns dias de folga. Folga mesmo! Todo mundo merece isso.

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Reconstruindo laços depois do doutorado

Estive quatro anos fechada em meu doutorado. Poucos amigos. Pouca diversão. Poucos laços. Acho que nem tenho mais Hobbies.

Ninguém entendia minha ausência. “Como alguém pode passar mais de 12 horas por dia sentada em frente a um computador?” Diziam alguns. “Coitada de você”. Diziam outros.

E para arejar a cabeça? Eu me satisfazia com cada coisa…

Andar na rua, por exemplo. Uma ótima distração. Ver gente. Movimento. Isso me bastava. Depois voltava para minha reclusão.

Ir ao shopping. Olhar vitrines. Ver uns filmes de vez em quando. Quase um ato de rebeldia! Então, realmente “coitada de mim”. Tinham razão.

Houve uma época que tive que parar por completo de praticar atividades físicas por falta tempo. Tinha de conciliar doutorado com trabalho e casamento.

Enquanto estava eu em minha reclusão, amigos se casaram, tiveram filhos. Alguns se mudaram. Muita coisa mudou.

E por que o mundo não ficou ali do jeitinho que era, esperando eu acabar a tese?

Agora então o desafio: me encaixar em outro mundo. Um pouco diferente do que eu estava acostumada.

Posso até estar fazendo drama, mas acho que não sou apenas eu que vivo vive/viveu esse drama. Acho que merece reflexão.

Reatar laços. Laços comigo mesma. Retomar meus pequenos prazeres. Laços com a vida.